D E S N E C E S S A R I E D A D E S

31 de dez. de 2007

NEW YEAR... NEW LIFE!



Sentei para escrever um post, sem mesmo saber o que. Sem inspiração!

Estou no Rio, no lobby do hotel. Meu Irmão dormindo no sofá! Estamos esperando começarem a servir o café da manhã! Cliquei em criar postagem e no rádio começou a tocar Roberto Carlos (eu voltei, agora para ficar, porque aqui, aqui é meu lugar...).

É isso! Este ano que acaba marcou a minha volta à vida! E 2008 será TUDO novo! Que sorte eu tenho de poder redirecionar a minha vida totalmente! Sei que não é para todo mundo!

Que este ano seja melhor que 2007! Para mim, isto é quase certo!

E o rádio não para com o Rei! Já é a terceira música seguida...

Agora já está ficando difícil de aguentar!

Por isso esse post acaba aqui...

27 de dez. de 2007

READY TO TAKE A CHANCE AGAIN

GOLPE SUJO - FOUL PLAY (1978)

Em cada época, eu sempre tive filmes preferidos. O primeiro foi um dos trapalhões (nem lembro qual). Este foi o segundo.

A primeira vez que assisti foi mais ou menos em 1980. Ele permaneceu no topo para mim até 1984 quando surgiu Flashdance (Jennifer Beals tirando o sutiã sem tirar a roupa - Humm...) . Porém, nunca perdi o carinho por ele.

Foi a melhor coisa que o diretor/roteirista Colin Higgins fez (não que ele tenha feito muitas). É uma comédia (muito engraçada), com toques bem colocados de romance e de suspense. A trama é muito bem escrita e conduzida. No seu desenrolar, o diretor consegue manter a evolução do amor e do mistério, sem perder, quase que em nenhum momento, o tempo da comédia. Os momentos de ação, principalmente no clímax, também são muito bem feitos, sendo eletrizantes e engraçados ao mesmo tempo. As locações em São Francisco são perfeitas. A trilha sonora é divertidíssima, com destaque para Barry Manilow, que foi, inclusive, indicado ao Oscar de melhor música (Ready to Take a Chance Again) em 1979. No Globo de Ouro do mesmo ano, concorreu em todas as principais categorias.

O elenco é primoroso. Pode ser difícil de acreditar, mas Chevy Chase (há muito tempo, muito patético) estava no auge (logo após deixar o Saturday Night Live). Com uma interpretação cômica, mas sem exageros, ele conseguiu tranmitir uma química nada convencional com a sua parceira Goldie Hawn.

E a Goldie, também no momento mais feliz de sua carreira, bela e sensual. Hilária e linda antes de todas as plásticas que deformaram o seu rosto. Dá até para ver onde a Kate Hudson foi buscar o seu DNA.

Além da dupla de protagonistas, o elenco de suporte também está para lá de correto. Sendo que o Dudley Moore, nas poucas cenas em que aparece, rouba todas as atenções sempre. Provavelmente este foi seu melhor papel, mesmo considerando os seus trabalhos posteriores como protagonista de algumas comédias blockbusters.

Faz tempo que eu não assisto, mas lembrei, meio que do nada, desta música e o filme veio todinho na minha mente. Me deu saudade.

Quem não viu, veja! Quem já viu, faça como eu, esteja pronto para dar uma chance de novo.



23 de dez. de 2007

NATAL

Eu não curto... Muito menos as músicas!

Mas dá para abrir uma exceção!

22 de dez. de 2007

Y L ! ...


I don't want to...

Really don't!

But i have to...

It's this fucking day!

Can't just let it pass...

Wish i could!

But i can't...

So, here it goes!

You're the only thing that makes sense...

Just ignore all this present tense!

CINDERELLA



Sem qualquer comentário! Só digo uma coisa: bem feito!

REALIZE - COLBIE CAILLAT



A menina é californiana e tem 22 anos. Seu primeiro álbum (Coco - 2007) meio que estourou. Ela é compositora, tem uma voz bem gostosa e canta muito bem.

A música Bubbly não para de tocar (daqui a pouco a gente enjoa).

O cd inteiro é ótimo, daqueles que não precisa pular nenhuma faixa, é só deixar rolar. Bem tranquilo, talvez romântico demais, mas perfeito para ser curtido com calma.

Está música (Realize) está entre as mais melosas, mas é a minha preferida...

21 de dez. de 2007

NIETZSCHE SAID!

Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético.

I say:

Tá explicada a razão do meu exagerado ceticismo!

YOU CAN'T ALWAYS GET WHAT YOU WANT



Finalmente comecei a ver a terceira temporada de House (uma das melhores séries - Hugh Laurie - que ator é esse cara!).

O primeiro episódio começou meio devagar, meio estranho. Doctor Gregory House sem mancar, quase bonzinho. Mas depois esquentou! E o final acabou comigo...

Não tem ninguém mais mimado que esse personagem, se bem que ele até pode... E ver ele não conseguindo o que queria, (mesmo estando certo) teve um certo impacto. Na última cena, a música escolhida como trilha foi "You can't always get what you want" dos Stones (admiro tudo na carreira deles, menos as suas letras).

Apesar da irritante obviedade, a escolha não poderia ser melhor. Entrou lubrificada no contexto (a melodia principalmente).

Nesse mesmo dia, recebi (meio que adiantado) os votos de bom ano de uma senhorinha. Ela me disse:

"QUE VOCÊ CONSIGA TUDO O QUE FOR PARA O SEU BEM, NÃO TUDO O QUE VOCÊ QUER!"

Na hora eu lembrei de uma velha camiseta (que agora só uso para dormir) onde está escrito: Protect me from what i want.

Pensando sobre isso, veio à mente uma poesia de Vicente de Carvalho que meu pai me obrigou a ler na infância (não sei como ele sabia que iria ficar gravada em mim, pois na época só conseguia achar insuportável...).

"VELHO TEMA I

Só a leve esperança, em toda a vida,

Disfarça a pena de viver, mais nada;

Nem é mais a existência, resumida,

Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,

Sonho que a traz ansiosa e embevecida,

É uma hora feliz, sempre adiada

E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos."

Não é só uma poesia, pois trata com profundidade de tema recorrente na filosofia.

E a melhor conclusão possível é a de que devemos colocar a razão de nossa felicidade sempre ao nosso alcance.

Não confundir essa idéia com um caminho desprovido de ambição, mas sim, optar pela compreensão de que quase sempre nossos momentos felizes podem depender apenas de nossas atitudes e de nossas escolhas.

QUERER, TER, CONSEGUIR... MENOS!

SER, ESTAR, SENTIR... MAIS! MUITO MAIS!

AUSTRÁLIA

LAÇOS

Eu sei que todo mundo já falou sobre isso, mas não importa...

Esse curta venceu o Project: Direct realizado pelo You Tube. Agora vai concorrer em Sundance.

O filme foi feito especialmente para o projeto. Em cinco dias apenas.

Apesar de não entender nada de cinema (eu só tenho uma ligeira intuição), eu gostei muito de tudo: a direção (Flavia Lacerda), o roteiro (Adriana Falcão - esposa do fantástico João) e os atores principais (Célio e Clarice - ela filha da Adriana, autora e intérprete da música Austrália).

A idéia partiu dos meninos atores, mas o resultado me emocionou como muita gente grande não consegue.

É meio lúdico, meio infantil, ingênuo, tudo sem perder a profundidade.

E a Autrália? Eu achei uma gracinha! Até baixei a música: (http://rapidshare.com/files/75520787/Australia.mp3.html)


17 de dez. de 2007

VALSA DE UMA CIDADE


Esta é para quem
ama ou já amou o Rio
ama ou já amou no Rio
(e até para quem)
ama, já amou ou quer amar e já foi para o Rio...

De todas as versões, a do Caetano é a mais sutil e a que dá o melhor tom ao clima da cidade.

Ele gravou esta música no disco "Caetano" (1987).

http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/artistas.asp?Status=DISCO&Nu_Disco=645

Curta, doce, simples e linda.

Valsa de uma cidade
(Ismael Netto e Antônio Maria)

Vento do mar e o meu rosto no sol a queimar, queimar
Calçada cheia de gente a passar e a me ver passar
Rio de Janeiro, gosto de você
Gosto de quem gosta
Deste céu, deste mar, desta gente feliz

Bem que eu quis escrever um poema de amor
E o amor estava em tudo o que vi
Em tudo quanto eu amei
E no poema que eu fiz
Tinha alguém mais feliz que eu
O meu amor
Que não me quis

A HORA G (OU BOILING POINT)



Não adianta,

A fruta colhida antes do tempo carece de sabor.

O assado fica cru.

O vinho aberto antes, não está maduro.

A água só ferve a 100 graus.

No momento certo,

O dia vira noite.

A temperatura se corrige.

As distâncias se encurtam.

A menina vira mulher.

A aspereza dá lugar à umidade.

Antes não...

16 de dez. de 2007

LINGUINI WITH CHERRY TOMATOES VINAGRETE


Alice Waters revolucionou a culinária americana, quem sabe que os EUA produzem mais que hamburgers e pizzas, vai poder dimensionar o que isto quer dizer. Hoje está entre os maiores chefs do mundo. Mais importante do que isto, é a minha favorita.

Quando perguntada qual a sua receita preferida (somente dentre as criadas por ela), escolheu justamente a mais simpes. Não sei se por excesso ou falta de modéstia. Ás vezes, a genialidade mora no óbvio, no simpes...

É tão tranquila esta receita que as quantidades não importam. Basta seguir os seus instintos...

A única exigência é a qualidade dos tomates cereja. Procure comprar os melhores que puder (geralmente os mais caros). Escolha os mais vermelhos e firmes, de preferência os maiores (se forem muito grandes, corte-os ao meio depois de lavá-los).

Ingredientes:

Linguine (como alternativa, serve o penne)
Tomates cereja
Pão italiano amanhecido
Manjericão fresco
Azeite extra virgem (italiano ou espanhol)
Aceto (vinagre) balsâmico
Sal
Pimenta do reino (ralada na hora)

Como fazer:

Antes de tudo, coloque os tomates num bowl e tempere com azeite, aceto, sal e pimenta. Não economize no azeite, os tomatinhos têm que "nadar" no tempero. Mas prove o sabor, o aceto, sal e pimenta devem coexistir, nenhum deve predominar. Deixe por pelo menos 20 minutos, dando uma mexida de vez em quando (enquanto cuida do resto).

Coloque o pão no liquidificador e bata até virar farinha (chacoalhe o aparelho como uma coqueteleira para ajudar a triturar o pão). Coloque a farinha numa assadeira e, com um fio de azeite, desenhe círculos desarranjados por toda a superfície (da farinha). Leve ao forno apenas para dourar. Reserve.

Cozinhe a massa bem ao dente.

Pegue uma panela razoavelmente grande (para poder mexer com facilidade), coloque em fogo baixo e despeje todo o conteúdo do bowl do tomate e a massa já cozida e escorrida. Importante: não é para cozinhar, apenas esquentar a massa e misturar com os tomates, por isso deixe muito pouco tempo no fogo.

Após aquecido, sirva em pratos individuais colocando por cima a farinha assada de pão e salpicando folhas de manjericão fresco.

Simples!

O resultado surpreende pela delicadeza e harmonia de sabores...

15 de dez. de 2007

RIGHT MOUTH TO LEFT EAR


Sabe o que eu mais gostaria de fazer com você, sua GOSTOSA?

Posso falar mesmo?

Tinha que ser de um certo jeito...

Só desse jeito!

Sabe como?

Você já ouviu falar em dar uma rapidinha?

Agora imagina uma rapidinha mega rápida!

A mais rápida da história.

Para entrar, sem concorrentes, no Guinness e nunca mais sair...

Então, o que eu queria fazer com você é exatamente o mais distante extremo oposto disso...

Não?

Prefere uma rapidinha?

Tá, então corre...

THE RULES OF ATTRACTION


Primeira regra:

Nunca diga não quando tudo o que você quer ouvir é um sim!

E eu disse amém!

Não queria ver esse filme, não pela segunda vez... (tudo bem que a primeira já faz cinco anos)

Não fui eu quem colocou o dvd no aparelho.

Não fui eu quem apertou a tecla play.

Só sei que, do pouco que vi, lembrei de algumas coisas interessantes.

A Shannyn Sossamon nunca perdendo o estilo.

A Jessica Biel sensual como sempre.

E a Kate Bosworth bonita que até doi...

Agora, o Dawson de bad boy foi duro de engolir.

Fora isso (que não é pouco), tem o roteirista slash diretor (Roger Avary).

Tudo bem que o cara trabalhou (bastante) com o Tarantino, tudo bem que o cara escreveu parte de Pulp Fiction, tudo bem... Mas que ele errou na mão, ele errou!

Apesar do exagero, sobram algumas boas idéias.

A cena com a tela dividida, onde duas câmeras (sem cortes) acompanham dois personagens saindo dos respectivos quartos até se fundirem quando eles se encontram.

Os vai-e-vens do andamento do filme (menos, Roger, menos) quase que se justificaram.

A historinha do cara na Europa (toda em fast forward) foi bem simpática.

E o final... Bem criativo. Não vou estragar para quem não viu, mas a idéia do último diálogo do filme foi bem genial (lembro que muita gente demorou para entender, principalmente por culpa das legendas).

Só percebi que tinha acabado quando ouvi o porra do Erasure.

We'll be together again...

Até que serviu...

SUICIDE BLONDE


Três coisas boas sobre o suicídio:

MÚSICA - Exit, U2 - so dark and so powerfull

"...A hand in the pocket
Fingering the steel
The pistol weighed heavy
And his heart he could feel was beating
Beating, beating, beating,
Oh my love,..."

LIVRO - A long way down, Nick Hornby - so funny, better than High Fidelity and About a boy

FILME - Scent of a woman, Martin Brest - Pacino and Gabrielle dancing "Por una cabeza" (Gardel) the most beaultiful and delicate tune in the history (along with Verdade performed by Zeca Pagodinho).

14 de dez. de 2007

ENTÃO TÁ...


Amanhã a gente se fala...

Ahn! O que?

Ah! Vc c quer saber por que é que eu tava estranho hoje?

Nada não! Esquece! Deixa prá lá!

Não! Não vou falar!

Um segredinho não faz mal a ninguém!

Calma! Não fica nervosa!

Se eu não quiser falar, eu não falo e pronto!

O que? Quem disse que eu tô curioso com essa história...

Tá bom! Então conta primeiro que depois eu falo.

Jura?

Sério?

Caralho...

Não! Pera aí...

Tá! Eu vou falar!

Mas espera, deixa eu criar coragem!

Por que vc quer tanto saber?

Porque sim não é resposta!

Desculpa!

Calma!

Eu vou falar!

Respira! Vc tá ficando vermelha!

Mas não é nada de mais, é uma coisa tão boba...

Tudo bem, eu falo!

Você sabe que eu sou tímido, tenha um pouco de paciência!

Eu tava estranho hoje porque...

Arrã! (um pigarro!)

Bem....

Então, como eu ia dizendo...

Chega, desculpe, eu vou falar, mas vc vai ficar decepcionada, porque não tem nada demais.

AAAiii! Doeu!!

Tá, agora vai...

Eu tava estranho hoje porque...

BAILARINA

Somente para homens! (meninas, por favor, fechem os olhos!)

Já deu!

Não dá mais para ser intimidado por mulher!

Se ela é uma puuuuta gata linda e gostosa, não se esqueça que ela também faz cocô e peida (só que nunca na sua frente).

Se ela é muito mais culta ou inteligente que você, saiba que certamente ela tem grilos (quem não os tem?).

Se ela tem vários caras atrás, mesmo assim ela deve se sentir sozinha (nem que seja em algum momento).

No fim das contas tudo se resume a você ter para dar qualquer coisa que ela queira receber...

A melhor coisa para pensar foi o Mestre quem me ensinou:

SE ELA FOR BOA MESMO, ELA TE COME!

O Chico já tinha me dito isso quando eu era criança, mas, na época, eu só achei engraçado.

Ciranda da bailarina

Edu Lobo - Chico Buarque
1982

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem

Procurando bem
Todo mundo tem...

UM DIA...


Eu era uma criança e sentia tudo o que uma criança costuma sentir.

Tudo meio desordenado, superficial.

Só que, UM DIA, parecia haver mais sentimentos ruins do que bons. E eu cheguei a ter vergonha.

Eu era uma criança ferida.

Mas, como deveria ser para todas as crianças, existia a proteção.

UM DIA

Coisas aconteceram e tentaram me proteger, afinal, eu era uma criança.

Só que a proteção, às vezes, também tem suas consequências negativas (como as feridas).

Consequências que carregamos conosco e que seguem influenciando a nossa personalidade.

UM DIA

Talvez eu perceba.

UM DIA

Eu já não me achava mais criança (apesar de ainda ser).

Surgiram momentos bons, que duraram até que bastante.

Mas foram tirados de mim, às vezes de forma cruel.

Doeu!

UM DIA

Eu aprendi que não deveria fazer para os outros aquilo que não gostaria que fizessem comigo.

UM DIA

Ainda vou aprender a sempre conseguir me colocar no lugar das pessoas (para saber o que elas gostariam ou não).

UM DIA

Parecia que nada do que eu fazia tinha sentido.

UM DIA

Eu tinha com quem conversar.

UM DIA

Tinha coisas que eu não tinha ninguém para contar. Acho que eu nem queria contar...

UM DIA

Eu cansei de viver com as feridas sangrando.

Decidi começar a cicatrizar.

Só que eu não fui no médico das feridas sangrando.

Preferi um tratamento de choque prescrito por mim.

Fiz a cagada de me auto medicar.

Mas pode ser que esta tenha sido uma decisão inconsciente...

UM DIA

Eu vou descobrir que a intenção, pouco importa, o que vale são as atitudes.

Eu vou descobrir que mentir, principalmente para mim, não era o melhor tratamento.

Eu vou descobrir que me forçar a fabricar bons sentimentos, não vai pacificar o meu coração.

Eu vou descobrir que não compensa fingir a fortaleza para ocultar a fragilidade.

Eu vou descobrir que o que vale é só a grande viagem...

UM DIA

Eu vou perceber a verdadeira importância da real cura de nossas feridas.

Eu vou perceber que a fuga apenas parecia o caminho mais seguro e confortável.

Eu vou perceber que era também o caminho que me deixava numb...

Eu vou perceber o que eu posso ser e sentir.

UM DIA

Eu vou me tocar do meu verdadeiro lugar.

Do meu real valor e da minha força interior.

Talvez eu vá enxergar aquilo que, de fato, eu mereço.

UM DIA

Eu vou perceber tudo isso, mas só se ouvir de um profissional.

Se alguém me contar, eu não vou acreditar.

Mesmo porque, vai ser difícil alguém tentar me avisar.

UM DIA

Não muito distante, a sorte insistiu em me sorrir.

Mas eu não soube agir...

UM DIA

Uma outra sorte vai acenar para mim. Eu sei que vai.

Seria bom se eu já tiver alcançado a cura e posto a fuga e a dormência para trás.

Eu não devo de deixar oportunidades passarem por mim, assim...

Oportunidades que nem sempre aparecem...

UM DIA

Eu vou conseguir fazer o que eu preciso.

Que é encarar a vida de frente, de verdade.

Sentir o que é bom e o que é ruim de maneira equilibrada.

Me distanciar dos temores, dos vazios e da ausência que escondi no fundo da mente.

UM DIA

Eu vou conseguir cicatrizar cirurgicamente as minhas feridas e deixar, enfim, a fuga.

UM DIA

Eu vou ter as emoções em real perspectiva.

Vou ter mais fé em mim.

E só vou estar triste quando a tristeza realmente se fizer necessária.

E só vou estar feliz quando aparecer, de verdade, um motivo natural.

Não vou ter que me forçar nem a estar bem e nem a afastar a dor.

UM DIA

Quem sabe?

UM DIA

Eu consiga ver tudo isso de longe...

E ser quem eu preciso, quem eu mereço ser...

E NESSE DIA

Pode ser que eu chegue em casa um pouco triste.

Mas vai precisar apenas de um momento de carinho com a minha cadela para eu ficar bem de verdade.

Aí vai cair a ficha!

Quem sabe eu vou te ligar para te contar sobre o momento com a minha cadela e, talvez, você vá me perguntar:

- Como era mesmo o nome da sua cadela? - e eu vou te responder:

- É Hany! Como você pôde esquecer?!...

Pensando bem, é mais provável que eu não queira ligar, não para você...

De qualquer forma, hoje ainda não estou preparada para compreender tudo isso.

Mas, com certeza, vou estar UM DIA...

INTERFERÊNCIAS...


Viver sem pensar nelas, ahhhh...

Na mídia

Na comida

Nos próprios pensamentos

Nas relações entre as pessoas

Quando se conhece uma pessoa

When you want to close a deal

No radinho de pilha que insisto em usar...

Ahhhh... São as dores da lucidez...

13 de dez. de 2007

CHOCOLATE - SNOW PATROL

Descobri essa banda há pouco...

Sim, foi por causa de Open your eyes!

Mas bastou me aprofundar, para perceber o verdadeiro potencial de Gary Lightbody. O cara é foda.

Esta música é do álbum anterior (Final Straw) e foi trilha de The last kiss, versão americana do ótimo italiano L'ultimo bacio(raro caso de uma versão americana melhor que a européia).

O "movie" é ótimo e esta canção sintetiza como poucas o argumento de um filme.

Um brit rock muito bem executado com uma letra quase perfeita. Eu não sei se é o caso (embora deva ser), mas penso que a música foi composta após a leitura do roteiro.

Utilizando belas expressões (como "Just because i'm sorry doesn't mean I didn't enjoy it at the time"; "Goodness knows I saw it coming, or at least i'll claim I did"; "A simple mistake starts the hardest time"), esse tal de Gary consseguiu criar uma bela poesia que existe em si mesma, sem deixar de conviver com o filme de que faz parte da trilha.

Agora, o título provavelmente refere-se ao sabor do milkshake onde estava o "final straw", que, além de fazer parte da letra, serviu de título ao álbum.


11 de dez. de 2007

BONO SAID!



A woman needs a man like a fish needs a bicycle.

I say:
A man needs women like a fish needs water.