D E S N E C E S S A R I E D A D E S

21 de dez. de 2007

YOU CAN'T ALWAYS GET WHAT YOU WANT



Finalmente comecei a ver a terceira temporada de House (uma das melhores séries - Hugh Laurie - que ator é esse cara!).

O primeiro episódio começou meio devagar, meio estranho. Doctor Gregory House sem mancar, quase bonzinho. Mas depois esquentou! E o final acabou comigo...

Não tem ninguém mais mimado que esse personagem, se bem que ele até pode... E ver ele não conseguindo o que queria, (mesmo estando certo) teve um certo impacto. Na última cena, a música escolhida como trilha foi "You can't always get what you want" dos Stones (admiro tudo na carreira deles, menos as suas letras).

Apesar da irritante obviedade, a escolha não poderia ser melhor. Entrou lubrificada no contexto (a melodia principalmente).

Nesse mesmo dia, recebi (meio que adiantado) os votos de bom ano de uma senhorinha. Ela me disse:

"QUE VOCÊ CONSIGA TUDO O QUE FOR PARA O SEU BEM, NÃO TUDO O QUE VOCÊ QUER!"

Na hora eu lembrei de uma velha camiseta (que agora só uso para dormir) onde está escrito: Protect me from what i want.

Pensando sobre isso, veio à mente uma poesia de Vicente de Carvalho que meu pai me obrigou a ler na infância (não sei como ele sabia que iria ficar gravada em mim, pois na época só conseguia achar insuportável...).

"VELHO TEMA I

Só a leve esperança, em toda a vida,

Disfarça a pena de viver, mais nada;

Nem é mais a existência, resumida,

Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,

Sonho que a traz ansiosa e embevecida,

É uma hora feliz, sempre adiada

E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos."

Não é só uma poesia, pois trata com profundidade de tema recorrente na filosofia.

E a melhor conclusão possível é a de que devemos colocar a razão de nossa felicidade sempre ao nosso alcance.

Não confundir essa idéia com um caminho desprovido de ambição, mas sim, optar pela compreensão de que quase sempre nossos momentos felizes podem depender apenas de nossas atitudes e de nossas escolhas.

QUERER, TER, CONSEGUIR... MENOS!

SER, ESTAR, SENTIR... MAIS! MUITO MAIS!

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